LIGA PORTUGUESA
FC Porto vence Benfica no Dragão
» Bruno Moraes resolveu clássico nos descontos

Foto REUTERS
FC Porto 3-2 Benfica
(Postiga, 12', Quaresma, 20', Bruno Moraes, 90+2'; Katsouranis, 63', Nuno Gomes, 81')
Depois de duas temporadas sem derrotar os encarnados no seu reduto, o FC Porto derrotou o Benfica no Dragão (3-2) e isolou-se dessa forma na liderança da BwinLiga. O clássico foi um jogo emocionante, teve duas fases bem distintas e acabou por ser resolvido apenas no segundo minuto do período de compensações, com um golo pleno de oportunidade do brasileiro Bruno Moraes.
A titularidade de Paulo Assunção, em detrimento de Raul Meireles, foi a grande novidade apresentada por Jesualdo Ferreira, que contou ainda com o regresso do jovem brasileiro Anderson. Fernando Santos, por seu turno, também guardou para a última hora uma surpresa: Nuno Assis ficou no banco de suplentes e o mexicano Kikin Fonseca fez companhia a Nuno Gomes numa frente de ataque alargada que teve ainda Simão Sabrosa e Paulo Jorge como extremos.
Nos primeiros 25 minutos foi um FC Porto demolidor aquele que se apresentou no Dragão. Lucho González deixou bem cedo o primeiro aviso e Hélder Postiga inaugurou o marcador ainda antes de estar cumprido o primeiro quarto-de-hora. O internacional português rodou sobre um adversário, rematou de muito longe e contou com um precioso desvio em Lisandro López para bater Quim pela primeira vez.
Os encarnados acusaram o golo sofrido, andaram alguns minutos perdidos em campo e sofreram o segundo ainda antes dos 20 minutos. Paulo Assunção recuperou uma bola a meio-campo, lançou Ricardo Quaresma na esquerda e este fez o resto: iludiu Nelson, flectiu para dentro e rematou colocado, levando o esférico a entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Quim.
Andavam dois génios à solta no relvado - Anderson e Quaresma - mas o minuto 27 trouxe um dado novo ao desafio, depois da lesão de Anderson (entrada dura de Katsouranis) que o obrigou a abandonar a partida.
Sem Anderson, notou-se um FC Porto mais previsível e menos arrebatador. O Benfica ganhou mais confiança, surgiu mais vezes junto do último reduto contrário e só não reentrou na discussão do resultado ainda antes do intervalo porque Hélton fez duas defesas assombrosas, a remates de Kikin Fonseca e Paulo Jorge.
A segunda parte foi totalmente diferente da primeira. O Benfica entrou melhor e foi mais equipa, enquanto o FC Porto, quem sabe sentado à sombra do resultado construído no primeiro tempo, respondeu apenas amiúde por Quaresma ou por Postiga.
Fernando Santos lançou Pedro Mantorras em vez de Fonseca e o angolano funcionou como talismã, já que os lisboetas reduziram no minuto seguinte. Canto cobrado por Simão Sabrosa e golo de Kostas Katsouranis, que saltou mais alto que Jorge Fucile.
O Benfica cresceu, acreditou que era possível chegar ao empate e conseguiu-o mesmo à entrada para os dez minutos finais. Mantorras esteve na jogada, abrindo na direita em Nelson, e o lateral-direito assistiu na perfeição Nuno Gomes, que voltou a marcar no Dragão.
Só com o jogo empatado é que Jesualdo Ferreira se lembrou que a vantagem conseguida na primeira meia hora poderia não chegar para vencer o clássico e lançou Bruno Moraes em vez de Assunção. Aposta ganha. 8 minutos depois, já nos descontos, um lançamento de linha lateral de Fucile provocou o pânico na área benfiquista e Bruno Moraes foi o mais esclarecido. Marcou, resolveu o clássico e lançou o público presente no Dragão em festa - além de, claro está, ter isolado os azuis-e-brancos na liderança da BwinLiga.

Foto REUTERS
FC Porto 3-2 Benfica(Postiga, 12', Quaresma, 20', Bruno Moraes, 90+2'; Katsouranis, 63', Nuno Gomes, 81')
|
Depois de duas temporadas sem derrotar os encarnados no seu reduto, o FC Porto derrotou o Benfica no Dragão (3-2) e isolou-se dessa forma na liderança da BwinLiga. O clássico foi um jogo emocionante, teve duas fases bem distintas e acabou por ser resolvido apenas no segundo minuto do período de compensações, com um golo pleno de oportunidade do brasileiro Bruno Moraes.A titularidade de Paulo Assunção, em detrimento de Raul Meireles, foi a grande novidade apresentada por Jesualdo Ferreira, que contou ainda com o regresso do jovem brasileiro Anderson. Fernando Santos, por seu turno, também guardou para a última hora uma surpresa: Nuno Assis ficou no banco de suplentes e o mexicano Kikin Fonseca fez companhia a Nuno Gomes numa frente de ataque alargada que teve ainda Simão Sabrosa e Paulo Jorge como extremos.
Nos primeiros 25 minutos foi um FC Porto demolidor aquele que se apresentou no Dragão. Lucho González deixou bem cedo o primeiro aviso e Hélder Postiga inaugurou o marcador ainda antes de estar cumprido o primeiro quarto-de-hora. O internacional português rodou sobre um adversário, rematou de muito longe e contou com um precioso desvio em Lisandro López para bater Quim pela primeira vez.
Os encarnados acusaram o golo sofrido, andaram alguns minutos perdidos em campo e sofreram o segundo ainda antes dos 20 minutos. Paulo Assunção recuperou uma bola a meio-campo, lançou Ricardo Quaresma na esquerda e este fez o resto: iludiu Nelson, flectiu para dentro e rematou colocado, levando o esférico a entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Quim.
Andavam dois génios à solta no relvado - Anderson e Quaresma - mas o minuto 27 trouxe um dado novo ao desafio, depois da lesão de Anderson (entrada dura de Katsouranis) que o obrigou a abandonar a partida.
Sem Anderson, notou-se um FC Porto mais previsível e menos arrebatador. O Benfica ganhou mais confiança, surgiu mais vezes junto do último reduto contrário e só não reentrou na discussão do resultado ainda antes do intervalo porque Hélton fez duas defesas assombrosas, a remates de Kikin Fonseca e Paulo Jorge.
A segunda parte foi totalmente diferente da primeira. O Benfica entrou melhor e foi mais equipa, enquanto o FC Porto, quem sabe sentado à sombra do resultado construído no primeiro tempo, respondeu apenas amiúde por Quaresma ou por Postiga.
Fernando Santos lançou Pedro Mantorras em vez de Fonseca e o angolano funcionou como talismã, já que os lisboetas reduziram no minuto seguinte. Canto cobrado por Simão Sabrosa e golo de Kostas Katsouranis, que saltou mais alto que Jorge Fucile.
O Benfica cresceu, acreditou que era possível chegar ao empate e conseguiu-o mesmo à entrada para os dez minutos finais. Mantorras esteve na jogada, abrindo na direita em Nelson, e o lateral-direito assistiu na perfeição Nuno Gomes, que voltou a marcar no Dragão.
Só com o jogo empatado é que Jesualdo Ferreira se lembrou que a vantagem conseguida na primeira meia hora poderia não chegar para vencer o clássico e lançou Bruno Moraes em vez de Assunção. Aposta ganha. 8 minutos depois, já nos descontos, um lançamento de linha lateral de Fucile provocou o pânico na área benfiquista e Bruno Moraes foi o mais esclarecido. Marcou, resolveu o clássico e lançou o público presente no Dragão em festa - além de, claro está, ter isolado os azuis-e-brancos na liderança da BwinLiga.

















