LIVRES
Take #57
» O estigma das grandes penalidades

O futebol português criou, na última década, um autêntico estigma relativo às grandes penalidades assinaladas contra ou a favor de determinada equipa. Uma situação que está contemplada pelas leis do jogo e que, em algumas situações, até poderá servir de último recurso pela equipa que defende, ficou negativamente ligada à arte de beneficiar ou prejudicar determinada equipa.
E com isto quero dizer que, se as grandes penalidades existem, têm de ser assinaladas. E se isso realmente acontecer, pouco me interessa que determinada equipa chegue à 30.ª jornada com 20 grandes penalidades a favor. A verdade é esta... são muitas mais as grandes penalidades que ficam por marcar do que aquelas que efectivamente se marcam, mesmo que mal assinaladas.
Ter uma grande penalidade a favor tem de deixar de ser um estigma. Anualmente há equipas que beneficiam de mais grandes penalidades do que outros, mas o mal não estará, certamente, naqueles que mais têm, mas sim nos outros.
A justificação fácil do adepto comezinho da grande penalidade continuará a ser a saída fácil para esconder o mal caseiro com o teórica falta de mérito na vitória ou sucesso do outro.

O futebol português criou, na última década, um autêntico estigma relativo às grandes penalidades assinaladas contra ou a favor de determinada equipa. Uma situação que está contemplada pelas leis do jogo e que, em algumas situações, até poderá servir de último recurso pela equipa que defende, ficou negativamente ligada à arte de beneficiar ou prejudicar determinada equipa.
E com isto quero dizer que, se as grandes penalidades existem, têm de ser assinaladas. E se isso realmente acontecer, pouco me interessa que determinada equipa chegue à 30.ª jornada com 20 grandes penalidades a favor. A verdade é esta... são muitas mais as grandes penalidades que ficam por marcar do que aquelas que efectivamente se marcam, mesmo que mal assinaladas.
Ter uma grande penalidade a favor tem de deixar de ser um estigma. Anualmente há equipas que beneficiam de mais grandes penalidades do que outros, mas o mal não estará, certamente, naqueles que mais têm, mas sim nos outros.
A justificação fácil do adepto comezinho da grande penalidade continuará a ser a saída fácil para esconder o mal caseiro com o teórica falta de mérito na vitória ou sucesso do outro.