Kaká carrega Brasil, Rossi espevita Itália

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+ Assim está melhor. O segundo dia da Taça das Confederações já teve qualquer coisa de Mundial. Foi só um cheirinho mas valeu a pena. Da parte da tarde, o espectáculo dado por dois dos campeões continentais foi de alta qualidade. Ganhou o Brasil (4-3), apesar da excelente réplica do Egipto. Os Faraós venderam cara a derrota - nada de espantar para quem acompanhou as últimas duas edições da CAN - e é essa a principal nota de destaque da partida. Acreditaram mesmo até aos descontos. No entanto, o Escrete acabou por ser mais forte e vencer com um penálti de ouro de Kaká. Dunga, o seleccionador que tem sempre que mostrar mais do que os outros, sabe que, para já, leva 'satisfaz'. Para convencer mesmo, terá que limpar a Itália no próximo domingo.
+ A Itália, essa, derrotou os Estados Unidos (3-1). Foi a mesma Itália de sempre. A mesma Itália do jogo inaugural deste tipo de torneios: sensaborona, displicente e até com pouca vontade. Só que também com o sentido prático de sempre. O pragmatismo que a faz ir para o intervalo a perder (e a jogar com um a mais) e regressar para uma segunda parte a um nível bem mais aceitável. Giuseppe Rossi foi o homem da reviravolta, especialmente pelo excelente golo que deu o empate. Depois, vale a pena dizer que quem tem um meio-campo com De Rossi e Pirlo tem fortes probabilidades de ganhar mais vezes. Acaba por ser natural.